Li a matéria do La Nacion e queria dividir com vocês. É sobre as repórteres que cobrem o conflito na Líbia. São jornalistas, mulheres, mães.. Todas com muita coragem.
http://www.lanacion.com.ar/1400454-mujeres-reporteras-en-primera-linea
Em Buenos Aires
quinta-feira, 25 de agosto de 2011
sexta-feira, 19 de agosto de 2011
Mamãe, coragem em Buenos Aires
Sempre soube, desde muito antes de ter filho, que pra ser mãe é preciso ter coragem. Quem não se deu conta da vírgula ou não leu o post em que explico o nome do blog talvez não tenha percebido que coragem aqui não é um adjetivo, mas um apelo.
Viver no exterior também é sempre uma experiência desafiadora e com uma criança pequena nem se fala. Por isso, o grito por coragem agora é ainda mais alto e peço que façam coro comigo.
Tenho precisado de muito coragem mesmo. Pra encarar um novo jeito de viver, pra ter paciência, tranquilidade e não me angustiar com o porvir. Coragem pra ser mais mãe que qualquer outra coisa neste momento. E não é nada fácil.
O Tomás tem precisado muito de mim e não sei se consigo me dedicar tão integralmente quanto deveria. Parece que quanto mais tempo se tem para um filho, menor é o tempo de qualidade que se dedica a ele. Pelo menos, comigo é assim.
Mas estou tentando. O desafio agora é criar uma nova rotina e um ambiente em que se sinta bem. Comecei a decorar o quarto dele e consegui uma pessoa para ajudar em casa, que tem uma filha quase da idade do Tomás. Os dois já se tornaram melhores amigos e companheiros de travessuras do Tomás.
Ele também começou a ir para a creche às tardes, mas ainda está em fase de adaptação, por isso tenho que ir junto. Em Beagá, adorava acreche, agora, está mais resistente. Acho que é muita mudança acontecendo ao mesmo tempo e o melhor remédio talvez seja mesmo esperar, que uma hora a vida volta ao normal.
Enquanto isso, mamãe precisa de muita coragem pra seguir em frente.
Viver no exterior também é sempre uma experiência desafiadora e com uma criança pequena nem se fala. Por isso, o grito por coragem agora é ainda mais alto e peço que façam coro comigo.
Tenho precisado de muito coragem mesmo. Pra encarar um novo jeito de viver, pra ter paciência, tranquilidade e não me angustiar com o porvir. Coragem pra ser mais mãe que qualquer outra coisa neste momento. E não é nada fácil.
O Tomás tem precisado muito de mim e não sei se consigo me dedicar tão integralmente quanto deveria. Parece que quanto mais tempo se tem para um filho, menor é o tempo de qualidade que se dedica a ele. Pelo menos, comigo é assim.
Mas estou tentando. O desafio agora é criar uma nova rotina e um ambiente em que se sinta bem. Comecei a decorar o quarto dele e consegui uma pessoa para ajudar em casa, que tem uma filha quase da idade do Tomás. Os dois já se tornaram melhores amigos e companheiros de travessuras do Tomás.
Ele também começou a ir para a creche às tardes, mas ainda está em fase de adaptação, por isso tenho que ir junto. Em Beagá, adorava acreche, agora, está mais resistente. Acho que é muita mudança acontecendo ao mesmo tempo e o melhor remédio talvez seja mesmo esperar, que uma hora a vida volta ao normal.
Enquanto isso, mamãe precisa de muita coragem pra seguir em frente.
terça-feira, 19 de julho de 2011
Esta nossa vida de vai e vem
Por conta da mudança, o Tomás está passando alguns dias na casa dos avós em Fortaleza. Ficamos de coração partido de tanta saudade, mas não teria como ser de outro jeito.
Foram duas mudanças. Uma pra Buenos Aires e outra pra São Paulo, fora as coisas vendidas que saíram aos poucos. Agora, estamos hospedados na casa de amigos, trabalhando e resolvendo pintura, vistoria, entrega de apartamento, etc
Ontem, quando falamos com o Tomás por telefone, ele arrancou o celular da mão da minha mãe e começou a correr pela sala gritando mamãe e papai (ele fala assim, direitinho). E não devolvia o celular por nada, se ela chegava perto ele gritava não. Ouvi tudo pelo viva-voz e acho que ele pensou que a gente estava dentro do telefone.
Resolvi escrever contando porque tenho pensado muito sobre tempo e distância ultimamente. Acho que começou na nossa última ida a Brasília, com um grande encontro com meus pais, padrinhos do Tomás e vários tios de coração. Claro, que faltaram muitos representantes do meu rol de afetos. Talvez pelos presentes ou pelos ausentes e já sabendo da mudança pra Buenos Aires, voltei com um grande aperto no peito. Uma sensação de que meu coração está sempre dividido, sempre em diferentes lugares deste mundão.
E com o meu pequeno já é assim, embora ele nem compreenda. O Tomás encontra avós, padrinhos, tios, recebe todos os paparicos e depois fica sem entender como eles desapareceram. Desta vez, até o pai e mãe, que estão sempre ali, desapareceram. A babá e os amiguinhos da creche também. Deve ser confuso pra cabecinha dele.
Eu escolhi meus caminho e trilhei, fui levando um pouco de cada lugar por onde passei e deixando um pouco de mim. Mas o Tomás nem teve escolha. Já nasceu andarilho. E é quase uma música do Chico, o pai paulista, o avô cearense e o bisavô mineiro.
De tanto andar, talvez um dia queira parar. Mas ainda temos um longo caminho a seguir. E até lá, vai dando sempre aquela vontade de poder reunir todos os amores num mesmo lugar.
Foram duas mudanças. Uma pra Buenos Aires e outra pra São Paulo, fora as coisas vendidas que saíram aos poucos. Agora, estamos hospedados na casa de amigos, trabalhando e resolvendo pintura, vistoria, entrega de apartamento, etc
Ontem, quando falamos com o Tomás por telefone, ele arrancou o celular da mão da minha mãe e começou a correr pela sala gritando mamãe e papai (ele fala assim, direitinho). E não devolvia o celular por nada, se ela chegava perto ele gritava não. Ouvi tudo pelo viva-voz e acho que ele pensou que a gente estava dentro do telefone.
Resolvi escrever contando porque tenho pensado muito sobre tempo e distância ultimamente. Acho que começou na nossa última ida a Brasília, com um grande encontro com meus pais, padrinhos do Tomás e vários tios de coração. Claro, que faltaram muitos representantes do meu rol de afetos. Talvez pelos presentes ou pelos ausentes e já sabendo da mudança pra Buenos Aires, voltei com um grande aperto no peito. Uma sensação de que meu coração está sempre dividido, sempre em diferentes lugares deste mundão.
E com o meu pequeno já é assim, embora ele nem compreenda. O Tomás encontra avós, padrinhos, tios, recebe todos os paparicos e depois fica sem entender como eles desapareceram. Desta vez, até o pai e mãe, que estão sempre ali, desapareceram. A babá e os amiguinhos da creche também. Deve ser confuso pra cabecinha dele.
Eu escolhi meus caminho e trilhei, fui levando um pouco de cada lugar por onde passei e deixando um pouco de mim. Mas o Tomás nem teve escolha. Já nasceu andarilho. E é quase uma música do Chico, o pai paulista, o avô cearense e o bisavô mineiro.
De tanto andar, talvez um dia queira parar. Mas ainda temos um longo caminho a seguir. E até lá, vai dando sempre aquela vontade de poder reunir todos os amores num mesmo lugar.
terça-feira, 31 de maio de 2011
Mãe que trabalha é mais feliz
Lembrei de uma conversa que tive, logo que voltei a trabalhar com uma amiga (que também trabalha muito, tem mais filhos que eu e um blog super legal http://www.tresoumais.blogspot.com/). E a conclusão que chegamos é que mães que trabalham são muito mais felizes. Pelo menos, na nossa opinião.
Já vi mãe sofrer, chorar, pensar em desistir de tudo na hora de voltar da licença maternidade. Eu voltei feliz da vida. Sabia que meu filho estava bem, seguro e deu um gostinho bom, depois de tanto tempo, sentir que continuei tendo uma vida só minha, com espaço pra trabalhar, bater papo com os amigos e, por que não, até tomar uma cervejinha depois do trabalho (mesmo que isso só aconteça muito de vez em quando).
É claro que mãe que trabalha se desdobra. No meu caso é assim. Acordo 5h30 (preciso dissolver um remédio, mas explico isto em um novo post sobre refluxo que estou devendo), levando as 6h. Dou mamaderia, troco fralda, roupa, deixo na creche antes das 8h e começo a trabalhar (maquiada e escovada). Ufa!!
Depois do trabalho, pego na creche e fico com ele até a hora de colocar pra dormir ou de ter que voltar pra trabalhar a noite, o que acontece com uma certa frequencia. O mais difícil é quando a hora de dormir não chega nunca, porque a febre apareceu antes.
Dá trabalho, mas quem disse que mães não tem super poderes? Quem não se desdobra ou nunca viu a própria mãe ou a dos outros se desdobrar atire a primeira pedra. (Fiz até uma matéria de dia das mães sobre essas jornadas duplas, triplas, quádruplas).
O bom é saber dividir. Ter tempo pra continuar sendo profissional, mulher, filha, amiga e tantos outros papéis que desempenhamos. E ter tempo pra criança, mas, neste caso, qualidade vale mais que quantidade.
Já vi mãe sofrer, chorar, pensar em desistir de tudo na hora de voltar da licença maternidade. Eu voltei feliz da vida. Sabia que meu filho estava bem, seguro e deu um gostinho bom, depois de tanto tempo, sentir que continuei tendo uma vida só minha, com espaço pra trabalhar, bater papo com os amigos e, por que não, até tomar uma cervejinha depois do trabalho (mesmo que isso só aconteça muito de vez em quando).
É claro que mãe que trabalha se desdobra. No meu caso é assim. Acordo 5h30 (preciso dissolver um remédio, mas explico isto em um novo post sobre refluxo que estou devendo), levando as 6h. Dou mamaderia, troco fralda, roupa, deixo na creche antes das 8h e começo a trabalhar (maquiada e escovada). Ufa!!
Depois do trabalho, pego na creche e fico com ele até a hora de colocar pra dormir ou de ter que voltar pra trabalhar a noite, o que acontece com uma certa frequencia. O mais difícil é quando a hora de dormir não chega nunca, porque a febre apareceu antes.
Dá trabalho, mas quem disse que mães não tem super poderes? Quem não se desdobra ou nunca viu a própria mãe ou a dos outros se desdobrar atire a primeira pedra. (Fiz até uma matéria de dia das mães sobre essas jornadas duplas, triplas, quádruplas).
O bom é saber dividir. Ter tempo pra continuar sendo profissional, mulher, filha, amiga e tantos outros papéis que desempenhamos. E ter tempo pra criança, mas, neste caso, qualidade vale mais que quantidade.
segunda-feira, 9 de maio de 2011
Bicho é cucu
Decidi que o dia das mães não seria meu, mas do Tomás. Afinal, ele é o "culpado" por eu ser mãe. E confesso outro motivo: é cada vez mais difícil fazer programas de adulto (como restaurante, exposição, etc) com ele.
Então, a escolha do domingo foi uma visista ao zoológico, depois de um almoço rapidíssimo no shopping pra ele não cansar.
O Tomás ficou encantado com os bichos. Vimos rinoceronte, elefante, girafa, macaco, etc Mas acho que o que mais chamou a atenção foram as araras. Na hora que as viu cantando (arara canta?) e voando, falou: "é cucu, mamã". E eu contei ao César que o Tomás estava chamando pássaro de cucu.
Depois notei que ele começou a chamar outros bichos de cucu também. Já em casa, quando fui colocá-lo pra dormir, ele pegou o tigrinho de pelúcio no berço (é o amiguinho do sono, que dorme com ele), segurou e continuou falando cucu. Hoje pela manhã, ficou me mostrando bichinhos em um livro e repetindo cucu. Entendi que cucu é bicho.
Não sei se ouviu o som de algum bicho ou se foi alguma coisa que falei e ele entendeu cucu. Talvez. Mas é interessante e até engraçado a construção da linguagem. É uma lógica que já perdemos, de dar nome as coisas e tentar comunicar com poucas palavras. Por exemplo, pra ele, nenê é criança, mas também é um monte de coisa que ele gosta, como chupeta e brinquedo. Agora, mamã é mamãe e fim de papo.
O dia foi todo dedicado ao Tomás e valeu a pena. Ontem nem li jornal e juro que também não reclamei disto. Mas terminei o dia chorando. Quando fui dar a última mamadeira da noite, caiu a ficha que em muito pouco tempo, ele não vai mais precisar de mim pra comer, tomar banho, trocar fralda. Não vai querer nem saber de dormir na minha cama. Um dia, provavelmente, eu vou ficar torcendo pra que ele me faça pelo menos uma visita no final de semana. E chorei. Coisa de mãe. Logo eu que sempre achei engraçado as mães da minha família serem tão choronas, fiquei assim. Mãe é mesmo tudo igual!
quarta-feira, 27 de abril de 2011
Celebrando a vida
Todo mundo fala que festa de aniversário de um ano é pros pais e não pra criança. E é mesmo! A gente quer celebrar a vida que mal começou, o ano vivido e o que está por vir. No meu caso, não faltavam motivos para comemorar. Meu filho foi o melhor e mais inesperado presente que ganhei.
Decidimos festejar em São Paulo, onde moram os avós paternos. Os meus pais também foram e mais alguns amigos muito queridos dos quatro cantos do Brasil.
Fizemos questão de uma festa pequena, sem exageros ou gastos absurdos, mas com balões, brinquedos, doces e uma decoração de coelhinhos. Tudo como ele merece. O Tomás curtiu e eu mais que ele.
A minha ideia pro convite era uma foto dele com orelhinhas de coelho, mas o papai exigiu a de viajante. Achei coerente com a vida andarilha desta família, que já se prepara para mais uma mudança. Pelo visto, a vida do Tomás ainda será de muitas andanças nos próximos anos.
O primeiro ano de vida do meu filho trouxe mais que alegrias, também reflexões e lembranças. Lembro do dia que ele nasceu como se fosse ontem. Do começo das contrações no restaurante (esperei todo mundo terminar de almoçar pra contar), de arrumar o cabelo antes de ir pro hospital, do carinho da família e da equipe na sala de parto, das horas tentando ter parto normal (o que não consegui, uma frustração que talvez valha um outro post).
O mais inesquecível mesmo foi o momento em que vi o Tomás pela primeira vez. Aquele sentimento nunca vou esquecer. Acho que é até por isso que algumas pessoas criam coragem de ter mais filhos, só pra ter aquela sensação do primeiro encontro de novo.
E depois que nasce, como a vida muda. Não só pelas noites acordadas, trocas de fraldas e mamadas. É a nossa forma de ver a vida que se transforma. O dia rende (parece ter 50 horas), a serenidade aparece nos momentos que menos se espera e a gente aprende, ou pelo menos, tenta dar a cada coisa o valor que elas realmente tem.
O meu dia-a-dia se tornou muito mais complexo. Não são raras as vezes em que sinto falta daquela minha vida livre, de tomar uma cerveja depois do trabalho, voltar pra casa na hora que dá vontade. Mas a recompensa da privação é o sorriso. E o amor incondicional.
A principal lição é viver cada dia intensamente, porque passa muito rápido. Parece que foi ontem e o Tomás já tem um ano.
terça-feira, 19 de abril de 2011
Pernas pra que te quero
Sempre achei que um dia estaria brincando com o Tomás e, de repente, ele ia sentar, engatinhar ou andar e eu correria para escrever no carderninho (leia-se blog, facebook e twitter). Mas não é bem assim que acontece ou, pelo menos, com ele não foi assim que aconteceu.
O aprendizado é gradual. São várias tentativas para um sentada que dura um segundo, depois dois, depois três. Então, é difícil demarcar o ponto entre o antes e o depois de sentar.
Quando começou a engatinhar, foi a mesma coisa. Ensaiva uma engatinhada daqui outra de lá. Algumas vezes de quatro e em outras se arrastando como uma cobra. O marco foi o dia que conseguiu contornar a sala inteira e não parou mais.
E agora, ele anda e eu nem dizer quando mesmo ele começou a andar. Acho que só me dei conta quando cheguei na cheche e a tia disse: ele não para mais de andar.
Pois é, antes era só segurando no sofá. Foi soltando aos poucos e dando uns passinhos e outros mais. No dia do meu aniversário, até notei que a caminhada foi um pouco maior. E agora, quando quer claro, ele anda mesmo. Ainda meio desengonçado, tropeçando, mas com a firmeza de quem tem um longo caminho pela frente.
O aprendizado é gradual. São várias tentativas para um sentada que dura um segundo, depois dois, depois três. Então, é difícil demarcar o ponto entre o antes e o depois de sentar.
Quando começou a engatinhar, foi a mesma coisa. Ensaiva uma engatinhada daqui outra de lá. Algumas vezes de quatro e em outras se arrastando como uma cobra. O marco foi o dia que conseguiu contornar a sala inteira e não parou mais.
E agora, ele anda e eu nem dizer quando mesmo ele começou a andar. Acho que só me dei conta quando cheguei na cheche e a tia disse: ele não para mais de andar.
Pois é, antes era só segurando no sofá. Foi soltando aos poucos e dando uns passinhos e outros mais. No dia do meu aniversário, até notei que a caminhada foi um pouco maior. E agora, quando quer claro, ele anda mesmo. Ainda meio desengonçado, tropeçando, mas com a firmeza de quem tem um longo caminho pela frente.
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