Em Buenos Aires
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quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Pra quem gosta de ciências e animais

 O Tomás adora dinossauros e animais pré-históricos, por isso sou meio repetitiva na temática. Sempre que encontro algum passeio que tem a ver com eles, procuro levá-lo.

Na cidade de La Plata - construída para ser a capital da província de Buenos Aires - tem um museu famoso de Ciências Naturais. E, outro dia, fomos nos aventurar por lá.

O museu tem mais de 100 anos, faz parte da Universidade de Nacional de La Plata e conta com um acervo de mais de 3 milhões de itens, embora apenas uma pequena parte deste esteja em exposição. As coleções são organizadas por áreas temáticas como geologia, zoologia, biologia, paleontologia e arqueologia.

A visita é como uma viagem no tempo, desde o surgimento do Universo até o aparecimento do homem. O ponto alto são os fósseis de animais que habitaram o sul do nosso continente, em lugares como os pampas argentinos e a Antártida, até 500 milhões de anos atrás. 

Um desses animais é o argentinossauro, cujos fósseis foram descobertos em 1989 na província argentina de Neuquém. É o maior animal terrestre já conhecido. 

O museu fica num lugar bonito chamado Paseo del Bosque e, ali ao lado, tem um zoológico. O edifício, em estilo neoclássico, é tão bonito que foi reconhecido como patrimônio histórico nacional.
Mas pra quem não quer ir até La Plata, dá pra ver o argentinossauro em Buenos Aires mesmo, no Museu Argentino de Ciências Naturais Bernardino Rivadavia, no bairro de Caballito. 

Assim como o de La Plata, lá também há fósseis, réplicas e exemplares de diversos outros animais e plantas, desde a pré-história aos dias atuais.      

Tomás escavando

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Uma exposição de animais pré-históricos


O Tomás adora animais e tudo que tem a ver com eles. Música com animais, histórias, brinquedos e passeios, claro. Mas tem uma predileção especial pelos dinossauros.

No ano passado, visitamos um parque temático de dinossauros e ele não esqueceu até hoje. Vive falando que foi para um "zoológico" de dinossauros, que eles são grandes, tem patas pequenas e boca larga (assim mesmo, misturando português e espanhol). Ah, e fazem Ahrrrrr!!

Quando eu e o César vimos o anúncio de mais uma exposição com dinossauros, não tivemos a menor dúvida de que seria o nosso programa do fim de semana. E o Tomás mais uma vez adorou.

A exposição, na sede da Rural em Palermo, vai até 24 de fevereiro e é uma viagem no tempo desde a era do gelo até os dinossauros. Ou seja, os "bichinhos" que meu filho tanto gosta são só uma parte desta história. Há diversos outros animais: mamutes, pinguins gigantes, elefantes pré-históricos e até alguns antepassados nossos.

Parte menor ainda desta história somos nós, seres humanos. Um filme em 3D exibido no local divide o tempo no planeta terra em pequenos quadradinhos em folhas de papel exatamente para ilustrar a nossa pequenez diante da grandeza do tempo e do universo. A humanidade é apenas uma folha dentre centenas.

Vale dizer que os dinossauros desta vez não são tão reais como os que vimos em Tecnópolis. Mas para quem é criança e tem imaginação de sobra, como o Tomás, acho que nem faz diferença. Bom mesmo é viajar no tempo.
 



terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Tomás no fim do mundo!


Eu prometi e vou contar as aventuras do Tomás no Ushuaia, embora com algum atraso. Ele adorou a viagem, curtiu todos os momentos e não para de falar na neve e nos leões-marinhos.

A chegada foi com emoção. O vento é tão forte que o avião balança muito até pousar e parar. Assim que saímos do aeroporto, mais vento. Quase não podíamos parar em pé. Eu segurava o Tomás achando que o vento ia levá-lo e ele dizia: "frio, vento." Mas depois fomos informados que o aeroporto fica numa península onde os ventos são mais fortes. Na cidade, o clima é bem mais ameno. Chegamos a pegar 10 graus.

Começamos pelo melhor passeio. O barco que leva à ilhas dos lobos e pássaros. Os leões-marinhos (que em espanhol são lobos-marinhos) estavam lá e os cormurões (primos dos pinguins) também. Mas os pinguins, segundo o Tomás, foram visitar os avós. Eles migram nesta época do ano.

A paisagem é linda! Um dos cenários mais bonitos que vi na vida. E o Tomás aguentou firme, até nos momentos em que o barco balançou muito. Ficou menos enjoado do que eu. Curioso, queria ver tudo.

No dia seguinte, fizemos um passeio pelos lagos. O Tomás era a única criança do grupo e deixou todos admirados com a sua disposição de pequeno turista. Fomos até o alto dos andes e lá ele pode ver e tocar a neve. Indescritível!!

Também conhecemos o parque nacional e o ponto mais austral da terra onde se pode chegar por estrada, ou seja, o fim do mundo. Mas o que o Tomás mais gostou foi ver casinhas de madeira, iguais a do porquinho. Ele brincou de fazer uma casinha com galhos com o papai.

Ainda tivemos tempo pra conhecer os museus, brincar no parquinho, andar no carrossel do fim do mundo e comemorar a três o nosso aniversário de casamento.

Voltamos com vontade de ficar mais. Já na hora de ir embora, saímos do aeroporto para nos despedir. E o Tomás disse assim: "tchau neve, tchau leão-marinho, tchau frio. Um dia a gente volta." Tomara que sim.






sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Mamãe, quero viajar!

A primeira coisa que o Tomás me falou quando acordou hoje foi: mamãe, quero viajar! E não queria ir à escola, porque queria pegar logo o avião e ir para o tal lugar frio pra ver pinguins e leões marinhos e depois para as casas dos avós. Ele já sabe que vamos viajar amanhã, me viu arrumando as malas e me ajudou, claro, colocando suas coisas numa mochila que ele sempre associa à viagem.

Acho que ele herdou o gosto por viagens dos pais. Além disso, se acostumou desde muito pequeno a viajar. Por isso, sempre tira de letra, não sente muito a quebra da rotina e curte os passeios. Ou seja, é um ótimo companheiro.

Mas, desta vez, resolvemos ousar. O tal lugar frio é Ushuaia, cidade mais próxima do polo sul, com temperaturas extremamente frias até nesta época do ano e ventos que podem chegar a 80km/h. Mas é lindo e eu sou louca pra conhecer há muito tempo.

O Tomás já está acostumado com o frio, no último inverno enfrentou 2 graus negativos aqui em Buenos Aires. E adora usar suas roupas de frio, especialmente, a bufanda (cachecol em espanhol). Ainda assim, vamos ver como se sai nesta nossa aventura ao extremo sul do continente.

Já escrevi um pouco por aqui sobre as viagens do Tomás

Viajando com bebê

Viajando com bebê II

O melhor é que agora ele já não é tão bebê, está deixando a fralda, come de quase tudo (só não o que não quer e não gosta). Aposto que desta vez vai ser ainda mais fácil. Depois prometo contar pra vocês as aventuras do meu pequeno viajante no Ushuaia.


quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Brincando de gente grande



Outro dia, ia caminhando pela rua com o Tomás e, de repente, ele aponta e diz: mamãe, banco, dinheiro. Perplexa, pergunto: e o que a gente faz com o dinheiro? Ele responde: compra. Pronto, criei um mini-capitalista.

Mas, antes que entrasse em pânico e decidisse criar o Tomás numa comunidade alternativa, lembrei como esta história começou. No Museu de los Niños.

Capitalismo ou anti-capitalismo a parte, o passeio (que é pago, obviamente) é super divertido. Uma cidade em miniatura, onde as crianças brincam e aprendem brincando.

Na verdade, meu filho estava apenas recordando que brincou de trabalhar num banco. Depois sacou dinheiro de brinquedo e levou para fazer compras no supermercado. Ufa!! Ele ainda não está contaminado pelo consumismo e, juro, quase nunca me pede pra comprar nada, nem mesmo em loja de brinquedos (até porque se pedir, geralmente, escuta um não).

No Museu de los Niños, o Tomás também dirigiu caminhão, pilotou um navio, trabalhou nos correios, brincou de médico, de frentista de posto de gasolina e de jogador de futebol.

A única parte que ele não viu a menor graça foi brincar de ser jornalista. E olha que ele já sabe que o papai e a mamãe são jornalistas. Mas sempre diz o trabalho dele é ir pra escola e o nosso ficar em casa. Por isso, quando crescer ele não quer ser jornalista, quer andar na corda igual ao moço do parque. Mal sabe ele, que na vida adulta a gente se equilibra todos os dias.