Eu sempre ouvi dizer que crianças que escutam música ainda na barriga ficam mais inteligentes. Então, desde o início da gravidez resolvi me empenhar no futuro do meu pequeno gênio.
O Tomás escuta Mozart e Vivaldi (os mais indicados para aumentar o QI), Beatles para bebês, Villa-Lobos para crianças, Louis Armstrong na Disney e canções de ninar.
Outro dia estava lendo uma matéria da Pais e Filhos que confirmou a minha tese. E tem mais: além de estimular a inteligência, a música fortalece os laços entre a mãe e o bebê. Mas é bom evitar batidas fortes e repetitivas, que podem aumentar a ansiedade e o estresse.
Pelo visto, ainda vou ter que ouvir o variado repertório escolhido especialmente para o Tomás por um bom tempo e esperar um pouco mais até introduzi-lo no samba e no rock'n roll.
Em Buenos Aires
quarta-feira, 10 de março de 2010
quinta-feira, 4 de março de 2010
Celso Amorim e a Aljazeera
O Itamaraty endureceu o discurso ontem (3/3) com Hillary Clinton em relação à possibilidade de sanções ao Irã. Celso Amorim comparou a pressão americana contra o país à que antecedeu a invasão do Iraque em 2003.
Coincidentemente, li hoje no site da Aljazeera um artigo que acusa a mídia dos Estados Unidos de tratar a questão iraniana de forma semelhante à iraquiana.
Como costumamos ter maior acesso a essa abordagem ocidental, resolvi postar aqui alguns dos argumentos da agência árabe de notícias.
Segundo a Aljazeera, o Irã é cercado por potência nucleares, como Paquistão, Índia e Israel, mas apenas o programa persa está sendo questionado por autoridades e imprensa ocidentais.
A emissora argumenta também que o país é uma região relativamente pacífica do Oriente Médio, contrariando as alegações que colocam o Irã no centro do eixo do mal do terrorismo islâmico.
A forma como a mídia americana trata das eleições de junho, como fraudulentas, é comparada às acusações de que o Iraque possuiria armas de destruição em massa. Para a Aljazeera, o que motivou os protestos em Teerã foi o apoio da classe média urbana a Mousavi, enquanto os mais pobres deram votos a Ahmadinejad.
Por fim, o texto afirma que as mortes e destruições no Iraque deveriam ter ensinado uma dolorasa lição: acusar nações inimigas pode contribuir para um enorme sofrimento humano. E prega um tipo de jornalismo, como todos nós sabemos que deve ser: comprometido com os fatos, com justiça e objetividade.
Quem assina o artigo é o jornalista investigativo e escritor americano Robert Parry, ganhador do prêmio George Polk e autor de livros como Lost History: Contras, Cocaine, the Press & "Project Truth." (1999) e Secrecy & Privilege: Rise of the Bush Dynasty from Watergate to Iraq (2004).
Coincidentemente, li hoje no site da Aljazeera um artigo que acusa a mídia dos Estados Unidos de tratar a questão iraniana de forma semelhante à iraquiana.
Como costumamos ter maior acesso a essa abordagem ocidental, resolvi postar aqui alguns dos argumentos da agência árabe de notícias.
Segundo a Aljazeera, o Irã é cercado por potência nucleares, como Paquistão, Índia e Israel, mas apenas o programa persa está sendo questionado por autoridades e imprensa ocidentais.
A emissora argumenta também que o país é uma região relativamente pacífica do Oriente Médio, contrariando as alegações que colocam o Irã no centro do eixo do mal do terrorismo islâmico.
A forma como a mídia americana trata das eleições de junho, como fraudulentas, é comparada às acusações de que o Iraque possuiria armas de destruição em massa. Para a Aljazeera, o que motivou os protestos em Teerã foi o apoio da classe média urbana a Mousavi, enquanto os mais pobres deram votos a Ahmadinejad.
Por fim, o texto afirma que as mortes e destruições no Iraque deveriam ter ensinado uma dolorasa lição: acusar nações inimigas pode contribuir para um enorme sofrimento humano. E prega um tipo de jornalismo, como todos nós sabemos que deve ser: comprometido com os fatos, com justiça e objetividade.
Quem assina o artigo é o jornalista investigativo e escritor americano Robert Parry, ganhador do prêmio George Polk e autor de livros como Lost History: Contras, Cocaine, the Press & "Project Truth." (1999) e Secrecy & Privilege: Rise of the Bush Dynasty from Watergate to Iraq (2004).
terça-feira, 2 de março de 2010
Trajédia no Chile
Neste ano, que mal começou, já fomos surpreendidos com desastres naturais no Haiti, no Peru, na Europa, no Sudeste do Brasil e agora no Chile.
As cenas das trajédias sempre chocam e sensibilizam. Provavelmente, não vamos conseguir esquecer os sobreviventes sob os escombros pedindo ajuda diante das câmeras de TV em Porto Príncipe.
Mas quando as imagens são de lugares onde já estivemos, elas tocam mais profundamente. Senti assim quando acompanhei as matérias sobre o Katrina. Triste ver uma cidade que conheci tão vibrante marcada pela morte e destruição. E me comovo com o acontece no Chile agora, onde passamos bons momentos em agosto passado.
Foi uma viagem de lua-de-mel, a nossa primeira internacional juntos, e, pelas minhas contas, o Tomás deve ter sido feito por lá. O país tem aquele quê de Europa que nós brasileiros adoramos. Frio, vinho, arquitetura antiga e possibilidade de esquiar. Mas o aspecto de primeiro mundo vem também de uma sensação de que as coisas funcionam. E é verdade. O Chile tem alguns do melhores indicadores da América do Sul e o metrô de Santiago é maior que o de São Paulo e que o do Rio.
A única lembrança ruim é dos taxistas que dão um jeitinho de roubar nas corridas. Diante do caos, que não prevaleça esse jeitinho, mas sim o Estado que funciona.
As cenas das trajédias sempre chocam e sensibilizam. Provavelmente, não vamos conseguir esquecer os sobreviventes sob os escombros pedindo ajuda diante das câmeras de TV em Porto Príncipe.
Mas quando as imagens são de lugares onde já estivemos, elas tocam mais profundamente. Senti assim quando acompanhei as matérias sobre o Katrina. Triste ver uma cidade que conheci tão vibrante marcada pela morte e destruição. E me comovo com o acontece no Chile agora, onde passamos bons momentos em agosto passado.
Foi uma viagem de lua-de-mel, a nossa primeira internacional juntos, e, pelas minhas contas, o Tomás deve ter sido feito por lá. O país tem aquele quê de Europa que nós brasileiros adoramos. Frio, vinho, arquitetura antiga e possibilidade de esquiar. Mas o aspecto de primeiro mundo vem também de uma sensação de que as coisas funcionam. E é verdade. O Chile tem alguns do melhores indicadores da América do Sul e o metrô de Santiago é maior que o de São Paulo e que o do Rio.
A única lembrança ruim é dos taxistas que dão um jeitinho de roubar nas corridas. Diante do caos, que não prevaleça esse jeitinho, mas sim o Estado que funciona.
Caras e bocas do Tomás I
Cada ultrassom é uma surpresa, por isso já não vejo a hora de fazer a próxima, no dia 10 de março. Estarei com 33 semanas de gestação e espero que ele já pese perto de dois quilos, afinal eu sinto como se carregasse uns dez.
Na primeira ultrassom, ele era só uma ervilha. Depois virou um microserzinho de 2,7 cm, com um coração que bate forte. Com 13 semanas, ele deu um show. Pulou, deu tchau, colocou o dedo na boca. Será que vai trabalhar em televisão?
Foi na ultrassom de 17 semanas, que soubemos que era menino, com um pinto de 1,4 cm. Sim, eu pedi pro médico medir. Desde o começo, eu sentia que seria um menino e brincava dizendo o Tomás está com fome, o Tomás está com sono... Então, quando tivemos certeza nem tinha mais como pensar em outro nome.
Mas a ultrassom 3d é, sem dúvidas, a mais especial, pois dá pra ver a carinha dele. Eu o achei mais parecido comigo do que com o César. E espero que ele melhore até os 18 anos.
Os closes aí embaixo são deste menino já cheio de charme.
Na primeira ultrassom, ele era só uma ervilha. Depois virou um microserzinho de 2,7 cm, com um coração que bate forte. Com 13 semanas, ele deu um show. Pulou, deu tchau, colocou o dedo na boca. Será que vai trabalhar em televisão?
Foi na ultrassom de 17 semanas, que soubemos que era menino, com um pinto de 1,4 cm. Sim, eu pedi pro médico medir. Desde o começo, eu sentia que seria um menino e brincava dizendo o Tomás está com fome, o Tomás está com sono... Então, quando tivemos certeza nem tinha mais como pensar em outro nome.
Mas a ultrassom 3d é, sem dúvidas, a mais especial, pois dá pra ver a carinha dele. Eu o achei mais parecido comigo do que com o César. E espero que ele melhore até os 18 anos.
Os closes aí embaixo são deste menino já cheio de charme.
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
Mil dias antes de te conhecer...
Valsa brasileira é a música de hoje.
http://www.youtube.com/watch?v=ayS557Dk9wg&feature=related
http://www.youtube.com/watch?v=ayS557Dk9wg&feature=related
Como a vida pode mudar tanto em um ano?
É a pergunta que me vem à cabeça hoje.
Em um pouco mais de um ano, eu mudei de cidade, de emprego, casei , defendi a dissertação de mestrado e agora aguardo a chegada do Tomás. Este pequeno nem nasceu e já embaralhou a minha vida!
Em um ano, eu e o César nos apaixonamos, nos conhecemos melhor, juntamos os livros e CDs, mudamos de casa e construímos uma família. Se eu já acreditava nas surpresas da vida, agora tenho absoluta certeza de que não podemos duvidar delas.
Em um pouco mais de um ano, eu mudei de cidade, de emprego, casei , defendi a dissertação de mestrado e agora aguardo a chegada do Tomás. Este pequeno nem nasceu e já embaralhou a minha vida!
Em um ano, eu e o César nos apaixonamos, nos conhecemos melhor, juntamos os livros e CDs, mudamos de casa e construímos uma família. Se eu já acreditava nas surpresas da vida, agora tenho absoluta certeza de que não podemos duvidar delas.
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