Em Buenos Aires

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Mil dias antes de te conhecer...

Valsa brasileira é a música de hoje.
http://www.youtube.com/watch?v=ayS557Dk9wg&feature=related

Como a vida pode mudar tanto em um ano?

É a pergunta que me vem à cabeça hoje.

Em um pouco mais de um ano, eu mudei de cidade, de emprego, casei , defendi a dissertação de mestrado e agora aguardo a chegada do Tomás. Este pequeno nem nasceu e já embaralhou a minha vida!

Em um ano, eu e o César nos apaixonamos, nos conhecemos melhor, juntamos os livros e CDs, mudamos de casa e construímos uma família. Se eu já acreditava nas surpresas da vida, agora tenho absoluta certeza de que não podemos duvidar delas.

domingo, 24 de janeiro de 2010

Aquele dia 25...

Eu sempre achei que gravidez era coisa que só acontecia com os outros. Até aquele dia 25...
Fui à farmácia comprar o anticoncepcional, mas acabei levando um teste pra saber se estava grávida. É claro que daria negativo. Bom, mas não deu.

Era 25 de agosto, aniversário de seis meses de namoro. Desde que a gente começou a sair, o vigésimo quinto dia do mês havia se transformado numa data importante. Mas aquele dia 25, a gente nunca vai esquecer.

Depois do teste comecei a ligar pro César vir logo pra casa. Ele imaginou que seria recebido com vinho e jantar, como das outras vezes. Nada disso. Ele entrou e eu continuei sentada no sofá. Sem saber como contar, despejei um monte de informações domésticas: acabou o pão, a conta de telefone está em cima da mesa, fiz um teste de gravidez e deu positivo, tenho que entrar mais cedo na TV amanhã, etc. Demorou alguns segundos até ele perguntar: como assim, teste de gravidez?

De cara, ele aceitou melhor do que eu... talvez porque já teve duas filhas e também por não ter que carregar uma barriga por nove meses. Depois de choro e desespero, fiz o teste de laboratório no dia seguinte. Deu gravidíssima. O resultado positivo é acima de 50, o meu deu 639. Repeti dois dias depois e deu 7.600. Ou eu estava mesmo grávida ou com câncer no útero, segundo o Dr. Google. Ainda assim achava mais fácil a segunda opção. Só acreditei quando fiz uma ultrassom. O meu filho parecia uma ervilha, mas me conquistou naquele momento.

O que veio depois, eu vou contando nas próximas postagens.

Homenagem à mãe e ao Torquato

O nome do blog tem tudo a ver com este meu momento grávida, já consciente de que filho nasce pro mundo. É também uma homenagem ao poeta piauiense, que pouca gente conhece, porém todo mundo já cantou algum dia. Ele falou da mãe, mas foi o nome do filho que escreveu no bilhete de despedida, quando nos deixou cedo demais.

A música é ainda um pedaço da minha vida - coisa de gente que sempre quis ir embora, mesmo sem saber pra onde. E uma homenagem a minha própria mãe. Tão forte nas constantes despedidas.

Mamãe coragem na voz da Gal